O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma entrevista à TV Globo, onde abordou diversos temas de seu plano de governo. O candidato enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
## Promessas de combate ao narcotráfico
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro prometeu declarar uma 'guerra' ao narcotráfico. Ele afirmou que, se eleito, classificará o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas já em janeiro. Além disso, o candidato mencionou que o Brasil ingressaria no Escudo das Américas, uma iniciativa do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reúne países da região para combater o tráfico de drogas.
## Defesa do acesso a armas
Flávio Bolsonaro também defendeu o acesso de civis a armas, classificando como 'teses malucas' as afirmações de que mais armas em mãos de cidadãos causam mais violência. Ele argumentou que o Estatuto do Desarmamento precisa ser 'melhorado', pois proíbe o cidadão de se defender e autoriza os marginais a comprarem armas de guerra. O candidato afirmou que o direito à legítima defesa está previsto na Constituição e que é necessário permitir que os cidadãos se defendam.
## Questões polêmicas e tensões
A entrevista também abordou questões polêmicas, como a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador foi questionado sobre os recursos que pediu ao banqueiro para financiar o filme 'Dark Horse', sobre a vida de seu pai, Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que o pedido foi de patrocínio privado e que não houve irregularidades. A jornalista Renata Lo Prete interrompeu a entrevista ao perceber que o candidato estava fazendo acusações não confirmadas pela apuração da TV Globo e pela Polícia Federal.
## Plano econômico e programas sociais
Flávio Bolsonaro propõe um 'tesouraço' nas contas públicas, com economia de cerca de R$ 200 bilhões. No entanto, ele afirmou que manterá os reajustes do salário mínimo acima da inflação e não desvinculará as aposentadorias do piso nacional. Economistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam que conciliar essas promessas com a economia anunciada pode ser inviável, já que as despesas previdenciárias são uma das maiores rubricas do orçamento federal.